domingo, 17 de agosto de 2014

Uma empresa à beira do precipício

     Resolvi fazer um teste e fui fazer algumas compras no Supermercado Nacional. Eu tinha uma vaga esperança de algo poderia estar diferente, de que poderia ter melhorado, mas em menos de cinco minutos descobri que não estava mais igual, estava muito pior. Clique aqui para ler meu post anterior sobre essa empresa.
     Haviam apenas três caixas para atender os clientes num sábado a tarde, dia em que a maioria das pessoas vai ao supermercado para fazer as compras para o churrasco do fim de semana e o que for necessário para a semana seguinte.
     Pensei comigo: alguém deve ter ouvido que quanto mais tempo o cliente fica dentro da loja, mais ele compra, então resolveram aplicar isso ao contrário. Quanto mais tempo ele ficar nessa fila, nunca mais ele volta. Enquanto isso, ouvi duas senhoras conversando: essa loja vai fechar, olha aí o número de caixas. Estão cortando custos de tudo que é jeito.
     Quando cheguei no caixa, a pessoa que me atendeu foi gentil em me dar uma dica de preço. Eu comprei creme dental da marca Sorriso, que é barato comparando com outras marcas. Ela me informou que o Close Up estava custando apenas R$ 1,00. O preço normal é R$ 6,00, mas eles erraram no sistema e estava passando por R$ 1,00. Essa pessoa também me disse que eu devia tomar muito cuidado com as mercadorias vencidas, porque a loja está cheia desse tipo de produto, mas a gerência não tira da gôndola. Depois ouvi essa mesma pessoa comentando com uma colega que ela estava com uma unha encravada e que iria faltar no dia seguinte, afinal não iria fazer diferença, eles não se importam com os funcionários mesmo.
     Após isso, quando estava me dirigindo ao estacionamento, resolvi perguntar à pessoa que recolhe os carrinhos, o porque de estar faltando tanta gente. Ele me disse que alguns colegas estavam de férias, outros estavam de atestado e que o pessoal ganha muito pouco pra trabalhar no supermercado. Então é um emprego passageiro até conseguir algo melhor.
     Fiquei analisando: será que o Nacional sabe o que está acontecendo? Será que eles estão realmente lutando para valorizar a marca? Será que eles estão sofrendo com a concorrência visto que o Zaffari é amado por seus clientes e todo mundo está falando mal do Nacional? Se a direção não demonstra compromisso com o seu negócio, porque os funcionários deveriam ter?
     Mas no final de tudo, só posso dizer uma coisa: se essa empresa não está à beira do precipício, então não sei o que todas essas informações querem dizer. Alguma ideia diferente?






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